O humor tem na realidade um poder. Sempre teve. Quando rimos estamos a espantar os nossos males, estamos a sublimar alguma triste realidade ou apenas a passar à perna à própria realidade, utilizando uma expressão muito popular.

Rir sempre foi para mim instintivo, nunca pensei muito para rir, surge-me de forma fácil. Penso que assim é mais espontâneo e por isso mais real, mais autêntico. 

Rir para não pensar pode ser mas não é sempre recomendável. Como disse atrás, rir muitas vezes não só sublima as nossas opiniões socialmente desconfortáveis como, e isso não é bom, esconde aquilo a que deveríamos dar a nossa atenção, de forma mais séria.

Rir é, tal como a música, muitas vezes maior que a própria vida. É muitas vezes, uma parte da vida e não mais que a vida.

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